Contra é uma franquia difícil. E bem vindos sucintamente ao
Sebo do Wes. Preparem o Konami Code.
O primeiro
Contra não foi o primeiro jogo da série que
joguei, o primeiro foi o
Contra III para o Super Nintendo. Não importa a ordem,
o que importa é que ainda é um jogo difícil pra caraca. O que não muda o fato
de ter uma trilha muito boa, bastante grudenta se for focar apenas nas
composições do primeiro jogo. E o álbum em questão já foi analisado na
ouvidoria do
Bit
Studio #42, mas vale a pena ser revisitado por aqui, com mais detalhes.
Sim, o álbum
ContraBand é a vitima
de hoje. Não teremos vidas o suficiente para analisar esse álbum formidável.
Playlist modesta da quinzena, em contraste da dificuldade do
jogo:
01. Intro
02. Jungle
03. Base
04. The
Boss
05.
Waterfall
06. Snow
Field
07. Energy
Zone
08. Alien
Lair
09. End Credits
Assim como nos relacionamentos sérios, ser fiel é muito
importante em se tratando de arranjos musicais. E quando citamos Game Music
inconscientemente nos dividimos entre aqueles que prezam pela ousadia em tentar
algo novo, usando a base da musica original apenas como referência, e tem
aqueles que curtem mais um arranjo fiel da musica, utilizando instrumentos
diferenciados. Em boa parte dos álbuns que escutei eu pendia para o segundo
lado, e
Cliff Colon não me
decepcionou em matéria de fidelidade musical quando arranjou as musicas do
Contra clássico, isso está em evidência logo na “
Intro”.
Não preciso dar mais detalhes, é a introdução do clássico Contra, aquela que me
arrepia todos os pelos do corpo em toda sua essência. E olha que sou bem peludo
hein?!
Vale ressaltar que o álbum todo é arranjado tendo como base
o
Jazz, aquele som gostoso do saxofone mesclado com outros instrumentos mais
clássicos, como baixo, piano, guitarra sem distorções e aquela bateria sutil. Mesmo que a “
Jungle” tenha
o começo totalmente fiel à musica original, sendo executada um pouco mais veloz
que a original, a liberdade dada no meio da musica para arranjos novos é uma
constante no álbum, e nesse caso não destoou em nada do original, pois manteve
o ritmo e soube encerrar voltando ao tema original. Mas o contrário também existe
no álbum, e já é na musica seguinte, “
Base”. Ao
contrário da original, que era bem rápida, o arranjador optou por cadenciar
mais a musica, talvez por achar que um pequeno “break” era necessário para que
o álbum não esteja sempre “correndo contra o tempo”. Ou talvez ele optasse por
diminuir o ritmo para mostrar mais detalhes da obra original e ter mais
liberdade para arranjos. Gostei muito da bateria ao fundo, que em momentos ela
se destaca bastante, não a ponto de ofuscar outros instrumentos, mas para
mostrar uma boa condução mesmo. Inclusive a bateria no final...ouçam já!
Agora falemos da minha musica favorita de todos os tempos da
ultima semana: “
Snow Field”,
que de quebra é a mais longa de todas, beirando DEZ MINUTOS DE EXUBERÂNCIA!!! Explicando
o motivo de gostar tanto dessa musica, pois além dela ter sido a primeira
musica do Contra que escutei, por conta de poder escolher onde começar a jogar,
e sem querer escolhi a fase de gelo, acho que ela é a mais rica no quesito
Jazz. É uma musica que você pode se sentar, tomar uma bebida, fumar alguma
coisa (eu não fumo, só para constar) e relaxar curtindo a musica. Ela não perde
a graça, mesmo que achemos de inicio que arrastar uma musica de 2 minutos no
original tende a falhar, coisa que não ocorre. Eu fico surpreso com a riqueza
de recursos que os músicos usam para deixar o arranjo ainda mais vivo que o
original. Vivacidade nos arranjos também é algo presente na “
Waterfall”,
minha segunda musica favorita do álbum. Talvez ela e a primeira música sejam as
mais próximas em questão rítmica das originais, mas tiro o chapéu para as
partes com guitarra e saxofone. De longe, as mais bem trabalhadas do álbum,
pois convenhamos que ficar assoprando um instrumento que nem aquele é bastante
complicado, chapas.
Sempre bato na tecla que qualquer pessoa pode ouvir um álbum
de game music sem problemas, basta se livrar do preconceito de que “videogame
é coisa de criança” e afins. E esse álbum reforça (com cimento e duas camadas
de tinta) o quão ricas são as composições que ouvimos enquanto morremos inúmeras
vezes nos nossos jogos favoritos.
Antes que eu esqueça: Contra é difícil.
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