O review da semana mostra que a
demo de um jogo pode instigar tanto quanto um jogo completo. Bem vindos ao Sebo
do Wes.
Agora o dono do Sebo é um feliz
proprietário de um PS3, e mesmo com pouco jogos, eu aproveito tudo que é demo disponível
na PSN para brincar. E uma delas era um jogo de luta ocidental peculiar, mas
que me chamou a atenção. Tanto pelo visual colorido e muito bem feito, quanto
pela musica que a meu ver é tão discrepante para um gênero de luta que o tornou
único. Senhores, apresento-lhes o Skullgirls
Original Soundtrack, álbum encabeçado pela Michiru Yamane (ela mesmo. Dispensa apresentações), Vincent Diamante (trabalhou na OST de Flower), Blaine McGurty e Brenton
Kossak.
Abaixo a playlist, “cara-pálida”:
01. Echoes
02. The
Legend of the Skull Heart
03.
Pedestrians Crossing
04. Pick of
the Litter
05. In
Rapid Succession
06. Moonlit
Melee
07. Whiling
the Hours Away
08. Them's
Fightin' Words
09. The
Fish Man's Dance
10. An
Uncertain Fate
11. The
Seat of Power
12.
Shenanigans and Goings-Ons
13. Paved
With Good Intentions
14.
Forgotten Moments
15. A Roll
of the Dice
16. The Lives We Left Behind
17. Fugue
in Three Goddesses
18. Dirge
of the Divine Trinity
19. The
Catacombs Below
20. Dire
Machinations
21. Her
True Power Revealed
22. Skull
Heart Arrhythmia
23.
Daybreak
24. A
Return to Normalcy
25. In a
Moment's Time
26.
Learning One's Craft
27.The
Lives We Tried to Reclaim
28. Hitomi No Kioku (Bonus Track)
A “
Pedestrians Crossing”
é a musica de menu mais formidável que já ouvi, sem ser espalhafatosa ou alta.
Ela é “acolhedora”, pois no momento que a ouvi, me lembrei de bares/pubs da
vida, onde um saxofone e um piano tocam ao fundo, em um Jazz aconchegante.
Instrumentos que prevalecem na musica, junto de um baixo competente. Até temos
algo que me lembrou bastante Bossa-nova, com violão na introdução e tomando o
ritmo da “
Whiling the Hours Away”,
conhecida também como “Event – Normal”
(não estranhem o nome no Youtube). Aliada ao violão, une uma guitarra com uma
sintetizada diferente, que me lembrou um pouco do que Akira Yamaoka costuma fazer nas suas trilhas.
Musicas animadas também estão presentes no álbum, e a “
Shenanigans and Goings-Ons”
representa bem isso, sendo muito divertida de ouvir. A bateria e o sax
dominam o inicio da musica, sendo acompanhados por um piano e um baixo. Musica
de correr sem motivo, hehheh. E lá em cima citei musicas que lembram Pubs, a “In Rapid Succession”
é um outro bom exemplo disso. O “bongô do Jô” acompanha toda a musica, seguida
hora pelo sax, hora por uma bateria que aumenta o ritmo repentinamente. É a
musica que mais ouvi do álbum, principalmente pela diferença, já que as
composições da Yamane remetem fortemente ao piano, me fazendo lembrar de obras
passadas dela (ponto negativo para mim, aliás). Essa, no entanto é tão atípico que
me atraiu, principalmente pelo bongô.
A “
The Seat of Power” me
remeteu a uma coisa quando vi a intro: James Bond. Essa pegada lenta e
misteriosa é característica do início da musica, depois ela vira uma mescla de inúmeros
instrumentos, ficando até bom. Porem o início ainda é insuperável. Apesar do
ponto negativo citado ali em cima, quanto à muitas musicas lembrarem trabalhos
passados (o que não é ruim no geral, só não curti aqui), a “
Skull Heart Arrhythmia”
é uma musica da Yamane que eu gostei. Não só pelo constantepiano constante,
marca registrada dela, mas principalmente pela alternância de ritmos. No inicio
é uma pegada rápida, depois dá uma cadenciada no ritmo, e voltando pro rápido
novamente, acompanhado pelo vocal lírico formidável da Kahori Yamane, irmã da Michiru Yamane (também
fiquei surpreso).
E falando em vocal, a musica “
Hitomi No Kioku”
encerra bem o álbum, na forma de faixa bônus. Como comento algumas vezes, não
sou entusiasta fervoroso de musicas em japonês, exceto em jogos, e a Geila Zilkha cantou muito bem, numa
pegada Jazz/Blues muito gostosa de ouvir. Ouvir bebendo alguma coisa deve ser
bem relaxante. Deve não, É relaxante. Já fiz isso =D. Aliás, a “
In a Moment’s Time” é
a versão em inglês da mesma musica.
No fim de tudo, eu recomendo que escutem todo o álbum, pois
fiquei surpreso pelo excesso de riqueza musical desse, e creio que os amantes
de Jazz, Blues e derivados irão gostar bastante das composições aqui compostas.
Aliás, adendo rápido: tanto saxofone me lembrou o
Epic Sax Guy.
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